Justin Bieber prepara-se para voltar aos palcos com a Believe Tour, e mais da metade dos ingressos dos shows agendados para a América do Norte já foram vendidos. Algo que certamente impulsionou tamanho sucesso fora o álbum de estréia, Believe, lançado em junho deste ano. Agora, faltando cerca de duas semanas para o retorno do canadense às arenas de shows, novos detalhes desta incansável maratona foram divulgados, incluindo a participação do coreógrafo David Blaine, substituto de Jamaica Craft, sem contar também com a escolha de novos dançarinos. O site PNJ conta mais sobre o assunto e a inspiração da turnê na de Michael Jackson:

Por qualquer cálculo financeiro, Justin Bieber nunca precisará trabalhar novamente em sua vida. Mas ao invés de se aposentar, ele se anima mais do que nunca.

“É o jogador de hóquei canadense que existe nele”, diz seu empresário, Scooter Braun. “O garoto é super competitivo. Se ele sonhar que as coisas estão se acalmando, ele se torna um viciado em trabalho.”

Bieber está bem consciente dos riscos que corre ao ensaiar 10 horas por dia em Los Angeles para sua turnê esgotada, Believe, que começa dia 29 de setembro em Glendale, Arizona.

Agora com dezoito anos, a sensação do Youtube cresceu em um jovem adulto ansioso para mostrar seus talentos musicais para fãs mais velhos e provar seu poder de permanência como um elemento pop. A fase um dessa missão foi lançar Believe em junho, um álbum de faixas mais maduras com Nicki Minaj e Drake. A fase dois foi acabar de lançar o segundo livro, Just Getting Started, que trata da fama e assuntos pessoais, como o caso do processo de paternidade que aconteceu em 2011. E a fase três é agora iminente, uma turnê pelos Estados Unidos até janeiro e então vai para a Europa em fevereiro. Bieber está conduzindo uma força? Não menos luminosa que o rei do pop, Michael Jackson.

“Assisti vídeos de seus shows várias e várias vezes, ele é minha inspiração”, Bieber conta ao USA TODAY. “Quando minha equipe se junta, sempre ficamos nos perguntando: O que Michael faria?”

De fato, um dos segmentos favoritos do Bieber nos novos shows de noventa minutos são seus pré hits de Believe, em partes inspirados nos dos Jackson 5, vistos no documentário do pop star, This Is It. E muito parecido com o salto que Jackson deu de Ben para Don’t Stop Til You Get Enough, Bieber sabe que deve agora transcender Baby.

“Não quero ser apenas outro adolescente galã. Conheço algumas pessoas que estão esperando que eu falhe, pensando: O tempo dele acabou. Bem, eu gosto de aparentar o perdedor e minha turnê é minha chance para levar as coisas para um próximo nível”, ele diz. “Nunca me preparei por tantas horas, porque quero que a turnê seja perfeita. Quero que seja um evento” , Braun acrescenta: “Quando eu era mais novo, Justin Timberlake, Usher e Britney Spears eram os shows que você tinha de ver. Justin quer ser esse cara para sua geração. Ele quer ser uma dessas grandes pessoas do entretenimento.”

Essa meta ambiciosa solicitada por Bieber e a companhia, recorreram aos serviços de Jon M. Chu, o cineasta por trás do sucesso de Never Say Never.


Embora Chu nunca tenha dirigido um show, a turnê Believe promete ser um espetáculo de Hollywood, maior do que a turnê passada (que contou com apenas alguns poucos dançarinos e um guincho) e a turnê promocional da primavera passada para seu álbum Believe (ele apostou em shows acústicos).

Em contraste, a Believe Tour triplica o número de dançarinos para mais de uma dúzia, possui segmentos característicos da qualidade dos vídeos de Chu e apresenta um palco em terceiro nível com máquinas de vento, guindastes e pista. Braun brinca: “a única coisa com a qual estou preocupado a respeito dessa turnê, é com a cardio do Justin.”

Outro espetáculo que anda de mãos dadas são as técnicas de iluminação de Chris Kuroda, conhecido por seu trabelho inovador com a banda Phish e o mágico David Blaine que está contribuindo com algumas ilusões. E só para ter certeza que ninguém ficará entediado esperando pelo Bieber, a Believe possivelmente contará com a participação de artistas como Carly Rae Jepsen e Cody Simpson, além da banda britânica The Wanted que ingressará em datas no exterior.

“O show começa antes mesmo do show começar” , diz Chu. “Temos uma produção cinematográfica composta para quando as pessoas tomarem seus lugares e outros elementos do pré-show que não posso contar. Quando as pessoas entrarem, queremos que se sintam como se estivessem prestes a dar um passeio pela Disney. Eles deixarão suas preocupações diárias.”

Chu diz que ele e Bieber inicialmente discutiram sobre uma vibe adulta para o show algo sério e escuro, mas rápidamente decidimos que soava entediante. Tinha de ser divertido, uma jornada. Estamos pegando as músicas do Justin e as tornando visual. Por todas as contas, a turnê pode provar um ponto de inflexão na carreira de Bieber, desde que ele saiu das ruas de Stratford, Ontário, para turnê em arenas.

“Negócios está acima do topo para Bieber, o que significa que ele pode gastar dinheiro ao fazer essa turnê ser a melhor de todos os tempos” , diz Gary Bongiovanni, editor da resvista Pollstar, que acompanha o negócio dos shows.

“Justin está naquele momento com Miley Cyrus, de volta quando ela era sensação. Mas ele tem seu trabalho cortado para ele” , ele diz. “A garota de oito anos na multidão fica apenas feliz ao ver Bieber no palco, mas os críticos de shows são os mais cansados e sabem com o que um bom show se parece. Então, ele vai ter que cumprir.”

O desejo de Bieber de ser o novo Michael, ou ao menos o herdeiro de Usher, não é não-realista, mas ele precisa se capitalizar nisso agora, porque a fama não pode ser passageira,  diz Ian Drew, editor sênior de música do Us Weekly. “A chave é construir uma ponte entre uma sensação pop e o músico que ele é. Vimos que ele possui talento em Never Say Never, então isso precisa aparecer.”

O CEO e presidente da AEG Live, Randy Phillips, é otimista a respeito da associação de sua empresa com Bieber. “Aprendi a nunca apostar contra o Justin, ele está fazendo um grande trabalho enquanto cresce, da transição de um ídolo pop para um jovem adulto maduro. O novo álbum define esse tom e essa turnê é uma ratificação do crescimento. Num mundo de estrelas criadas e estrelas criativas, Justin é o último” , diz Phillips.

Não deixando nada ao acaso, Bieber tem passado horas trabalhando em passos de dança, técnicas com o violão e ginástica para garantir que essa turnê gere uma nova e mais velha onda de Beliebers.

“Amo quando ouço: Não costumava gostar do JB. Porque significa que estou atingindo novas pessoas”, diz Bieber. Ele acrescenta que não se incomodou de não ganhar no recente VMA, seu ímpeto competitivo fluiu. “A atitude de toda a nossa equipe é, se perdermos, temos de trabalhar duro. Então estou com um personal trainer todos os dias. Estou ensaiando todos os dias. Quero que as pessoas vejam a turnê e fiquem: Isso era algo que eu não esperava.”

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Publicado por Marianna Gonçalves